Fatos (do mundo)
*considerando a massa média, com um desvio padrão mínimo determinado pelo princípio da incerteza
**considerando a posição média, com um desvio padrão mínimo determinado pelo princípio da incerteza
Descrições (da linguagem)
Dividi esse projeto de publicações científicas em 03 (três) posts de introdução ao assunto e mais 05 (cinco) posts com artigos da minha teoria propriamente dita. Peço desde já aos leitores que entendam que nos meus ensaios existem várias ideias originais de minha autoria, mas que são embasadas cientificamente. Quando publicar um post científico "autoral" irei colocar um lembrete de aviso no início, para evitar que os leitores confundam com material ordinário de divulgação científica.
Uma das coisas que mais chama atenção nessa pesquisa pioneira foi a utilização de uma teoria de campo discreto para fazer a interface entre a natureza e o aprendizado de máquina. Isso significa que o paradigma adotado por Qin e seus colaboradores foi o de espaço-tempo pixelado, consistente com a hipótese de simulação de Bostrom, uma escolha que traz profundas implicações para a nossa visão do universo.
Futuramente, o autor pretende usar o mesmo sistema de aprendizado de máquina, previamente treinado com dados da física nuclear, para estudar problemas complexos sobre a fusão nuclear, onde outros métodos da física teórica e experimental falharam.
Podemos verificar na pesquisa de Qin, que a concordância do software de aprendizado de máquina com os dados observacionais é notável, com um desvio mínimo em relação as teorias que utilizam modelagem contínua da natureza. Entre outras pesquisas afins na física computacional, esta sugere mais ainda que estamos próximos do desenvolvimento de algo parecido com um algoritmo mestre da física, pois basta a inteligência artificial apreender uma teoria de campo discreto, para obtermos um sistema automático que resolve problemas, utilizando apenas a formatação <<dados de entrada - dados de saída>>, sem a necessidade de conhecer os detalhes da física envolvida.
Se a resolução máxima da natureza existir, então a célula mínima ou píxel de espaço-tempo é a realidade subjacente, sendo todo o resto, incluindo a modelação contínua por funções infinitamente diferenciáveis uma aproximação.
Estamos diante do novo paradigma que a continuidade infinita é uma aproximação de uma realidade essencialmente finita e discreta. Essa é uma ideia que vem ganhando força desde o esboço mais simples do princípio holográfico apresentado pelo físico Gerard t'Hooft em 1993.
O que queremos dizer com o infinito é uma aproximação? Aparentemente, numa análise superficial, a frase é destituída de sentido, pois o infinito está além de qualquer grandeza finita e associamos a esse conceito matemático as noções de completeza e perfeição ideal.
Os dispositivos computacionais como as calculadoras por software do Windows e do Google tem limites de algumas casas decimais, mesmo para potências de dez na notação científica, cálculos além desse limite retornam o resultado infinito ou entrada inválida, é fácil verificar isso tentando calcular potências de potências nessas calculadoras. Isso não significa que o número não existe na realidade ou que seja realmente infinito, significa que o software e os respectivos recursos de hardware não conseguem calcular e exibir o resultado de um número tão grande.
Nossa ignorância sobre o que ocorre nos píxels do espaço-tempo extremamente diminutos da escala de Planck nos permite realizar uma boa aproximação substituindo cada píxel por um ponto infinitesimal. Essa é a explicação de sermos tão bem sucedidos quando usamos o cálculo diferencial e integral para resolver problemas de engenharia em escala humana no mundo real.
Em primeiro lugar, devemos formular corretamente as perguntas, isto é, ter uma teoria física fundamental compatível com nossas ferramentas cognitivas e com nossas ferramentas de aprendizado de máquina.
É interessante que o uso de um campo discreto com mínima ação como semente, produza um aprendizado de máquina tão rico e eficiente, tal como pode de fato estar ocorrendo mecanicamente na realidade física. Entretanto, as leis da física não deixam de existir somente porque se tornam dispensáveis nesse sistema computacional tipo caixa preta, pelo contrário, em tese as leis da física podem ser recuperadas da estrutura dos dados, num processo inverso de baixo pra cima que vai em direção aos algoritmos geradores dos dados.
O desenvolvimento de um tão sonhado sistema automático para elaborar teorias da física será uma consequência natural dessa pesquisa, juntando a engenharia do conhecimento com a física, numa integração multidisciplinar inédita na história da ciência e da tecnologia.
No futuro, os físicos seguidores do método de Qin serão responsáveis pela formatação dos programas que aprendem Física a partir dos dados brutos, enquanto que equipes de engenheiros de ontologias, se encarregarão dos algoritmos que processam as regularidades e os padrões ocultos nos dados para encontrar as teorias que explicam as ocorrências experimentais.
Penso que um *bootstrap de resolução espaço-temporal, alinhado com o paradigma do átomo do espaço-tempo, pode se revelar como a física fundamental que esses algoritmos de aprendizado de máquina necessitam para formular as respostas corretas sobre a natureza.
*BootstrapReferências:
[1] - Artigo: Machine learning and serving of discrete field theories — when artificial intelligence meets the discrete universearxiv: https://arxiv.org/abs/1910.10147
O intervalo completo das velocidades pode ser expresso pela união de dois regimes disjuntos: v = [0, c] U ]c, infinito[
● Regime dos intervalos tipo luz e tipo tempo, v = [0,c]
dτ² - ds²\c² = dt² - dx²\c²
dτ² = dt² - dx²\c² (fazendo ds=0)
● Regime dos intervalos tipo espaço, v = ]c, infinito[
dτ² - ds²\c² = dt² - dx²\c²
ds² = dx² - c².dt² (fazendo dτ=0)
No regime das velocidades superluminais e intervalos tipo espaço, não existe uma simetria perfeita com o regime subluminal baseado em informação finita. Isto é, a estrutura contínua do intervalo aberto no infinito não permite construir uma física paralela à física do universo baseado em intervalos do tipo tempo e do tipo luz.
As velocidades infinitas desse regime anômalo não podem ser atingidas num número finito de passos e por isso as respectivas linhas de mundo com deslocamento tipo espaço não tem significado físico.
Sabemos que o diferencial dτ, pode ser positivo, negativo, imaginário positivo ou imaginário negativo. Contudo, se focarmos na consistência lógica das relações algébricas que relacionam os quatro componentes do quadrimomento E, px, py e pz, verificamos como a Física real impõe algumas restrições a essa métrica.
[2] Velocidade do Tempo Próprio[3] Restrições de consistência do quadrimomento
px.dx >= 0
py.dy >= 0
pz.dz >= 0
E.dt >= 0
Considerando [1], [2] e [3], temos:
● Para Eₒ > 0, a equação [2] implica que E > 0;As desigualdades são consistentes com o Teorema de Noether, suas simetrias e leis de conservação. No contexto esboçado acima, a energia de repouso Eₒ é um vetor orientado no tempo próprio, cuja orientação trivial positiva no tempo só confirma que a energia total de qualquer corpo tem sempre um valor positivo.
O campo de Higgs ao criar a massa de repouso (vetor energia no tempo próprio) também cria o observável velocidade, pois sem o Higgs todas as partículas teriam a velocidade da luz. Provavelmente o campo de Higgs pode ser descrito, juntamente com o espaço tridimensional e a gravidade, através de uma teoria na fronteira.
Estudando como o observável velocidade é criado pelo campo de Higgs, a partir do estabelecimento de uma massa de repouso, resolvemos o enigma da unidirecionalidade do tempo, compreendendo que a assimetria fundamental entre o tempo e o espaço determina a assimetria observada entre o passado e o futuro.
Mesmo na interpretação usual da seta do tempo como "a direção em que a entropia aumenta", não podemos ignorar o caráter tautológico da proposição "a direção em que a entropia aumenta é a direção do tempo em que a energia total é sempre positiva". Desse modo, tanto o argumento do aumento de entropia numa única direção temporal quanto o argumento da positividade da energia total tem o mesmo status ontológico, não sendo nenhum deles mais fundamental do que o outro.
Tal regime de velocidade, vale tanto para as partículas ligadas gravitacionalmente, quanto para as partículas livres num espaço-tempo plano sem gravidade.
Informação-->Campo de Higgs-->Massa-->Seta do Tempo
Etimologia da palavra Á-Tomo: Do grego ἄτομος ("átomos"), indivisível.
Ressalto que este ensaio apresenta ideias científicas originais de minha autoria, sendo mais do que um mero texto de divulgação científica sobre algo já conhecido. Neste texto, fruto dos meus estudos e reflexões sobre os fundamentos da física, sugiro um princípio físico novo capaz de realizar um bootstrap teórico na Física Digital; forte o suficiente para elaborar uma futura teoria de tudo.
A hipótese do espaço-tempo ser formado por átomos mais literais que os átomos de matéria da tabela periódica, longe de ser mera especulação sem respaldo teórico é uma possibilidade que sempre esteve presente na agenda da ciência de vanguarda. Os cientistas chamam esse problema de o problema da continuidade da natureza, para o qual até hoje não foi encontrada solução satisfatória.
Apesar dos diversos ataques a esse problema que existem hoje na literatura científica, eu preferi escolher uma abordagem inédita que considero ser a correta.
Hipótese: Tudo que existe dentro do universo observável, deve existir na maior riqueza de detalhes permitida pela natureza.
Número de píxels na distância radial RHorizontes de Informação Holográfica
Qualquer região física com área quantizada podemos denominar de telas (screens), para nos referir a um conjunto com vários píxels disponíveis.
Conforme as ideias originais de Bekenstein, Unruh e Hooft; aperfeiçoadas pela dualidade holográfica de Leonard Susskind e Juan Maldacena, os horizontes de informação holográfica generalizam o conceito das telas de Planck como horizontes de eventos estendidos.
Assim como os proponentes da Teoria da Gravitação Quântica em Loop (LQG) e sua versão computacional que podemos abreviar como CLQG, também concordo com a ideia que o espaço-tempo é formado de átomos. Porém, vou desenvolver a ideia neste e noutros ensaios dentro do formalismo da gravitação semiclássica e da dualidade holográfica, pois no meu entendimento é o estudo mais minimalista que podemos fazer da descontinuidade.
S = A\Aₒ; onde Aₒ = 4 Lp²
Formulação Alternativa
A constante de resolução também pode ser escrita como a razão entre duas unidades de Planck características:
ρₒ = [ação]\[força] = ħ\Fp = 1
Quantização da Área e Densidade de Informação
A complexidade potencial das telas de Planck já traz de forma latente as condições limitantes para a informação máxima que o universo pode processar desde o Big Bang.
Assim, a nossa intuição de que o universo foi sintonizado para a existência de diversos níveis de complexidade (as estrelas, a vida, o cérebro humano e a inteligência artificial) elude e mascara o fato de que todos esses níveis surgem naturalmente da alta complexidade potencial.
Logo, em virtude do que foi exposto, compreendemos que a natureza maximizou a complexidade potencial otimizando simultaneamente as leis e as constantes naturais.
Referências:
[1] - As Implicações de uma Informação Cosmológica, Respeitando a Complexidade, a Informação Quântica e as Leis da Física, Paul Davies.
https://arxiv.org/abs/quant-ph/0703041
[2] - Espaço-Tempo Emaranhado, Paola Zizzi
https://arxiv.org/abs/1807.06433
Hoje, duas jovens protagonistas da história mundial recente, a ganhadora do prêmio nobel da paz Malala Yousafzai e a ativista do clima Greta Thunberg, são a prova exemplar do poder da educação, quando bem direcionado. Ambas, defensoras da educação como caminho para a civilidade e o progresso sustentável, são inspirações para todos nós.
As crianças do mundo inteiro deveriam ter aulas para exercitar o senso crítico e detectar fake news, assim como fazem as crianças nos países escandinavos da Europa. Além das crianças serem ensinadas sobre democracia e civilidade, todas deveriam ser educadas contra as influências danosas das pseudo-ciências, do pensamento mágico, curandeirismo, conspiracionismo, terraplanismo, extremismo militante e outros ismos afins; tudo que as ensine sobre as ameaças da internet e as prepare com conteúdo educacional instrutivo para resistir com resiliência aos apelos da publicidade agressiva e narcotizante da mídia. Desde cedo os estudantes também devem aprender sobre inovação tecnológica e desenvolvimento sustentável, para aprender sobre as consequências danosas da destruição e da poluição do meio ambiente. É disso que depende o futuro da humanidade.
A maioria dos cidadãos, nos países com menos qualidade de vida, o que também inclui os índices educacionais e os de distribuição de renda, estão falhando no básico. É como se os valores de outrora fossem substituídos por valores mais torpes e fúteis, baseados na ostentação de falsa felicidade em redes sociais e na popularidade dos "mais descolados". É deprimente a troca de ofensas e agressões gratuitas, através da palavra escrita, realizada pelos trolls e pelos apedeutas dominados pelo efeito Dunning-Kruguer.
A inclusão digital é boa? Sim, ela é boa, diriam os mais simplórios e apressados. Eu perguntaria: A inclusão digital é boa pra quem? Será que ela é boa para os empresários das telecomunicações e para os industriais que fabricam as tecnologias de massa e lucram com isso?
Com certeza é melhor pensar bem antes de responder de forma apressada. Vejam só que interessante descoberta, outra competência que deveria ser ensinada pelos professores, talvez ensinada nas aulas de filosofia se forem bem planejadas, estudar como podemos refletir melhor sobre quaisquer questões...
A inclusão digital não é mais importante do que a educação old school ou tradicional, é essa Educação nos moldes tradicionais que mais importa afinal de contas. O correto seria não permitir a nenhum jovem brasileiro o acesso a um computador sem o conhecimento mínimo para operar o aparelho, sem o conhecimento mínimo da gramática da língua portuguesa e dos conhecimentos gerais mínimos. Em suma, analfabetos funcionais NÃO DEVERIAM utilizar dispositivos móveis sob nenhuma circunstância, porque esses equipamentos tão disseminados se tornam armas criminosas de propagação de erros, boatos, preconceitos, imbecilidades diversas e inomináveis.
É famosa a doutrina das ideias sobre o mundo das verdades eternas que existe por si, independente da natureza e acima dela e isso inclui o saber matemático. A maioria dos cientistas, embora não admita publicamente, crê que as teorias mais belas, juntamente com toda a sua matemática elegante e eficiente existem num mundo platônico sobrenatural só aguardando serem descobertas.

O momento canônico conjugado de um ente físico é obtido a partir da derivada do Lagrangeano pela derivada temporal da sua respectiva coordenada generalizada.
Um número natural n para contar partículas e um ângulo real φ para medir a fase das ondas, nada poderia ser mais diferente e intuitivamente não relacionado, mas são dois números que estão ligados pela dualidade onda-partícula. Mencionei um exemplo pouco conhecido de incerteza de propósito para mostrar o alcance desconcertante da incerteza nas medidas dos observáveis físicos conjugados.
Um matemático certamente se irritaria com tanta filosofia naturalista e tanta matemática aplicada, alegando que a matemática pura é mais rica e mais fértil do que a matemática que se dedica a descrição da natureza. Ele tem razão segundo um determinado contexto e está completamente errado noutro contexto. No contexto onde fazer matemática é romper com os grilhões do mundo real, desconectar com facilidade os vínculos entre as variáveis e conceber infinitos potenciais e heurísticos, o arsenal da matemática pura é soberano. Porém, como veremos, o outro contexto em que a matemática se destaca está longe de ser mais simplório.
A missão da Física é a busca da maior compactação possível de informação sobre a realidade, é essa realidade física que gera as condições de possibilidade para fazer matemática pura e não o contrário de modo algum. Os multiversalistas e os roteiristas dos seriados de ficção científica podem discordar veementemente, mas eu não me importo nem um pouco.
De forma grosseira poderíamos pensar ou sermos tentados a pensar que a matemática liberta e a física aprisiona, quando é justamente o contrário. Se aceitamos que dependemos de um conhecimento compacto sobre a natureza para tudo, a Física nos liberta da camisa-de-força mental que a matemática pura nos ajudou a construir.
Por mais que se discuta sobre a semântica da dualidade onda-partícula, ela se mostra verdadeira experimento após experimento e medida após medida, sendo um fenômeno real que se impõe como uma afronta persistente contra o senso comum e a nossa capacidade de explicação.
Acontece que nossa capacidade de explicação deriva da evolução biológica, deriva dos desafios cognitivos enfrentados pelos nossos ancestrais simiescos nas savanas africanas a milhões de anos atrás. Biologicamente, não estamos preparados cognitivamente para entender a dualidade onda-partícula por mais real que ela seja; por mais próxima que ela esteja de descrever a realidade.
Se um conjunto de catedráticos decidisse hoje que toda a matemática aplicada existente, bem como os ramos indiretos que afetam a Física, incluindo os campos mais básicos e imprescindíveis da aritmética, álgebra e geometria e colocasse tudo isso sobre a rubrica genérica de <<Física>> não faria a menor diferença.
Desse dia em diante só chamaríamos de <<Matemática>> as descobertas da matemática pura que ainda não encontramos aplicação imediata no mundo real.
O argumento prova que tal diferenciação não é objetiva, é carregada de bagagem cultural e arbitrariedades humanas. A ilusão epistemológica explica esse viés cognitivo, quando multiplicamos os "mapas" sem nenhum compromisso ontológico com os "territórios".
Os físicos teóricos não devem ser repreendidos por fazerem matemática pura enquanto exploram novas fronteiras do saber matemático; porém a fronteira mais extrema é justamente a matemática naturalizada.
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